Massamá no Panamá

Angelo correia

Entre 2004 e 2005, Ângelo Correia, o padrinho político de Passos Coelho, foi administrador da offshore Anchorage Group Assets, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

O problema é que as autoridades não conseguem seguir o rasto do verdadeiro dono dessa empresa, uma vez que as ações eram ao portador, uma manobra dilatória usada para esconder os titulares desse tipo de património.

Ângelo Correia, confrontado pelos jornalistas, ironiza: “Trabalhei para muita gente e pode ter sido que me tenham nomeado para essa empresa e eu tenha assinado”.

Apesar do humor amnésico com que o ex-ministro da Administração Interna de Cavaco chuta as acusações para canto, o facto é que a sua ligação aos Panamá Papers é agora pública.

Passos e Ângelo têm uma longa ligação pessoal, política e empresarial: ambos estiveram ligados ao mundo dos negócios, na origem da Organização Não Governamental Para o Desenvolvimento, o Centro Português para a Cooperação, cujo mecenas seria a Tecnoforma, que desenvolveria uma ampla atividade em Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique.

Passos recebeu 150 Mil Euros da Tecnoforma, durante o período em que era deputado em regime de exclusividade.

O DCIAP investiga se a Tecnoforma foi beneficiada em 2004, durante o governo PSD/CDS pela atribuição de subsídios “para formação de funcionários públicos”.

Apesar da coincidência temporal entre os financiamentos estatais à Tecnoforma e a empresa offshore que Ângelo Correia geriu, Passos não esconde a proximidade política daquele que é, no fim de contas, o seu padrinho.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s